terça-feira, 30 de setembro de 2008

PLANO DE AULA "AMANDO E CONVIVENDO"

E.E.B. Dr. Otto Feuerschuette
Capivari de Baixo – Santa Catarina
Aluna: Gislene Vieira Faiker
Professora: Constancia Patricio Fretta
Disciplina: Fundamentos Teórico-Metodológicos do Ensino da Alfabetização
4º Magistério 01

PLANO DE AULA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL

CONTEÚDO: amando e convivendo.

SÉRIE: Educação Infantil – 4 anos.

CONTEÚDOS:
· observação direta e ou indireta;
· consciência de pertencer a um grupo, dentro de um meio social, onde há o respeito, disponibilidade, colaboração para com os outros;
· valorização e reconhecimento das qualidades que cada criança possui, aprendendo a respeitar as diferenças;
· relações de respeito com as pessoas de seu grupo;
· construção da auto-imagem e identidade.

OBJETIVOS:
· promover situações de intervenção e socialização com o grupo;
· desenvolver atitudes de respeito para com o outro;
· oportunizar momentos para que a criança valorize os membros de sua família;
· sensibilizar e reconhecer que Deus é nosso criador e por isso nos ama;
· reconhecer direitos e deveres para viver bem em sociedade;
· identificar e fazer uso de boas maneiras;
· explorar habilidades para criar um ambiente baseado em bons valores.

ATIVIDADES

· Posicionar as crianças para que ouçam a história.
· Começar com uma brincadeira de o que é, o que é: a história só vai começar quando esta adivinha você acertar: O que é, o que é? Cai em pé e corre deitado? (Chuva) Quando as crianças acertarem a história começa.
· A medida que a história se desenvolver, fixar as personagens no flanelógrafo.
· Conversando sobre a história:
1) O que vocês acharam desta história?
2) Vocês perceberam que têm dois finais a história? Qual que vocês gostaram?
3) A formiga má fez certo em não deixar entrar em sua casa a cigarra? Por quê?
* Cartaz com palavrinhas mágicas: ouvir a música “Palavras mágicas” (CD da Eliana) e construir junto com as crianças um cartaz intitulado “Palavras mágicas”, utilizando papel pardo.
* Conduzir um debate sobre a importância das palavras mágicas.
* Dramatizar a história: confeccionar máscaras das personagens da história para as crianças dramatizarem as mesmas.

I – A FORMIGA BOA

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique, tique...
Apareceu uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
_ Que quer? _ perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama a tossir.
_ Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
_ E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse:
_ Eu cantava, bem sabe...
_ Ah!... _ exclamou a formiga recordando-se. _ Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
_ Isso mesmo, era eu...
_ Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou.Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

II _ A FORMIGA MÁ

Já houve, entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza e repeliu de sua porta.
Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com seu cruel manto de gelo.
A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde obrigar-se, nem folhinhas que comesse.
Desesperada, bate à porta da formiga e implorou – emprestado, notem! _ uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse.
Mas a formiga era uma usuária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
_ Que fazia você durante o bom tempo?
_ Eu... eu cantava?
_ Cantava? Pois dance agora, vagabunda! _ e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usuária morresse, quem daria por falta dela?

Os artistas _ poetas, pintores, músicos _ são as cigarras da humanidade.
(Literatura e Redação, Irene Machado, 1994)


RECURSOS:
· flanelógrafo;
· papel pardo;
· pincel atômico;
· papel cartão (para as máscaras).

AVALIAÇÃO

As crianças serão avaliadas pela participação nas atividades.

2 comentários:

*Cali* disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
*Cali* disse...

Gislene,gostei do teu plano. Você teve criatividade para trabalhar uma história já conhecida.Parecia difícil mas conseguimos hein!