domingo, 9 de novembro de 2008

PALESTRA "REFLEXÕES SOBRE AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS"


Semana Temática do Magistério
Aluna: Marlene Mateus de Medeiros
3ª série: 01 Magistério
Tema: Práticas Pedagógicas
Palestrante: Ludimar Teresa de Oliveira

Ludimar iniciou cumprimentando a todos, e em especial, quem a convidou para estar ali naquele momento. Depois se apresentou, e começou a falar sobre alguns livros que será interessante para nós lermos. Os nomes dos livros são: “Pedagogia da autonomia”, “Uma professora muito maluquinha”, “Fomos maus alunos”, “O amor que ascende a lua”, “Que raio de professora sou eu”, “Quando eu voltar ser criança”. Segundo ela, esses livros são ótimos para quem está no início de formação.

Comentou a importância do educador para a criança. Como as crianças gostam da aula.

Em seguida, colocou um vídeo e perguntou o que cada um de nós estávamos vendo.

Vídeo: “O que será???” Foi muito interessante. Uns falaram que era a lua, outros uma careca, uma barriga de uma grávida, um peixe, um óvulo, cada um viu de um jeito, que ela deu o nome de subjetividade.

Viajamos no tempo, imaginamos várias coisas, enfim era uma coisa tão simples, era um milho que se transformava em uma pipoca. Viajamos tão longe e ela estava tão perto, em nossas mãos, mas não adivinhamos o que era.

Por esse motivo, Ludimar citou Vygostky “Cada um aproxima do seu potencial de sua referência.”

Após continuou falando sobre pipoca, passou novamente um vídeo com uma mensagem “Pipocas da vida”, milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre, assim acontece com a gente. São pessoas de uma mesmice, mas de repente, vem o fogo. A pipoca transforma-se, é uma grande transformação. Bum!

Ela relatou que aquele milho que se recusa a estourar, são aquelas pessoas que por mais que o fogo esquente, elas se recusam a mudar. O destino destas pessoas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. (Rubens Alves)

Falou sobre prática pedagógica, tudo que diz respeito à prática da escola.

Relatou que a prática é o ponto de partida para a teoria. A prática é mudança, dinâmica, capacidade do professor, a ação transformadora. Que existem diferentes professores, várias práticas pedagógicas.

A prática pedagógica é essencialmente a prática do professor. Trabalhar um tema, pesquisar e trazer para reflexão.

A prática e a teoria têm que andar juntas.

Falou também sobre o erro do professor que quer ser dono da sala de aula.

Reclamou das reuniões que ela é chamada a freqüentar, ao chegar, não é reunião pedagógica e sim reunião administrativa. Segundo Ludimar eles confundem.

Mostrou uma reportagem do Jornal Diário do Sul, do dia 15/10/2008, com o professor Aguinaldo, da rede municipal de Tubarão, que desenvolveu um excelente trabalho, com o tema “Ensinando Ciências pela experiência da vida”.

Comentou também que a escola é uma visão de história em quadrinho. A fragmentação do saber é a perda do significado.

Depois apresentou uma atividade. Estava escrita assim:

Complete individualmente as seguintes frases:

1) Aprendo devagar quando.............................

2) Aprendo depressa quando........................................

3) Acho que aprender é fácil...........................................

4) Aprender em grupo...........................................

5) Aprender com os livros...............................................

6) Aprender com alguém.........................................

7) Gosto de aprender quando.....................................

Logo após, falou em motivo, incentivo, que incentivo é trabalhar a realidade do aluno, citou várias vezes Vygotsky e Paulo Freire.

Contou a história de um menino, ele ia à escola e a professora insistia na teoria dela, não queria saber da teoria do menino. Era sobre as flores, dizia mais ou menos assim: “As flores são vermelhas e as folhas são verdes, porque ver as flores de outra forma, além do jeito que elas sempre foram vistas....”

Ludimar perguntou qual a diferença entre conceito e definição, depois mostrou uma frase muito interessante que dizia assim: “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”.

Relatou uma indagação de um menino, ele perguntou para a professora dele: _Professora o índio é animal?

Nós vivemos num mundo com permanente mudança. Ela deu um exemplo de um copo, que pode transformar em um porta-caneta, que tem que trabalhar no contexto, partir para o concreto.

Ludimar relatou também sobre os grandes problemas da educação, muitas crianças ainda fora da escola, baixo nível de aprendizagem, que tem muita coisa boa, mas ainda tem muito que mudar. Temos que ter consciência do valor do contexto da educação, temos que fazer a nossa parte, a sociedade tem que se envolver mais na educação.

Novamente, citou outra frase que dizia: “Se a escola sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda” (Paulo Freire)

Também temos que saber contar histórias, disse Ludimar, saber contar histórias para as crianças, elas adoram!

Temos que saber a importância que há na aprendizagem.

Precisamos mostrar para as nossas crianças que a escola ensina o que há no mundo lá fora.

Em seguida, contou uma história “O menino que lia o mundo” e fez duas perguntas:

  1. Por que às vezes a linguagem da escola é tão diferente da linguagem do aluno?
  2. Você concorda com a história quando cita que a escola tem uma bagagem pronta e gual para todos?

Encerrou com uma música de Leci Brandão: “Professores protetores das crianças do meu país, eu queria e gostaria de um discurso bem mais feliz...”

Eu gostei muito do assunto que Ludimar expôs, a palestra foi muito interessante.

Um abraço!

(Marlene Mateus de Medeiros)












Um comentário:

Cali Simone Silva da Silva Pinho disse...

Relatório sobre um dia da Semana Temática do Magistério.

No dia 31 de outubro, fiquei encantada com a palestrante Ludimar, seu entusiasmo e amor pelo que faz, para mim, foi contagiante.

Fortaleceu meu pensamento de que sempre que fazemos o que gostamos com amor, as dificuldades ficam menores, e mesmo que outros não compreendam nossos motivos e objetivos, seguimos em frente.

Para tanto, o empenho deve ser um grande aliado assim como a dedicação.

Os relatos de suas experiências foram nos mostrando que a realidade é diferente e não vem pronta nos livros e manuais de professores.

Mas podemos usar as vivências e estudos de alguns escritores e pensadores para formamos parte de nossos conhecimentos, precisamos ficar atentos a tudo que nos rodeia para elaborarmos nossas aulas e práticas de vida.

Teoria e prática não se separam, ambas confundem-se e interligam-se caminhando lado a lado.

Por fim, concluo que é necessário estarmos sempre atualizados, observando nossa realidade e prontos para recebermos as novidades sem esquecer os fundamentos e práticas pedagógicas.